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quarta-feira, 15 de agosto de 2007

O Projeto UCA e suas diversas implicações

As mudanças sociais ocorrem em ritmo acelerado, sendo sobretudo visíveis no espantoso avanço das tecnologias de informação e comunicação, e provocam, senão mudanças profundas, pelo menos desequilíbrios estruturais no campo da educação. Professores tendem a encarar com desconfiança e resistência a introdução de inovações tecnológicas em sua práticas, em geral reagem negativamente a mudança, eles não estão habituados a partilhar suas responsabilidades com outros colegas e ainda menos com profissionais de outras áreas.

O texto de Raquel Moraes “Um Laptop por Criança”: o que esse projeto implica? Traz uma realidade que fica escondida no brilho no qual o projeto Um Laptop por Criança apresenta.
Podemos perceber que a informática traz constantes transformações em benefício do aluno. Por exemplo, permitindo o design participativo, cujas funcionalidades facilitam a navegação para complementação de um curso, ou seja, também auxiliam e incentivam o aluno a participar das tarefas e a ter um aproveitamento melhor da aula, sem cair na monotonia.

O projeto um laptop por Criança tem uma proposta brilhante, o investimento em tecnologias é essencial, mas não apenas em equipamentos, é relevante fazer pesquisas tanto sobre novas metodologias de ensino adequadas quanto sobre a formação do professor para seu uso como ferramenta pedagógica. Os sistemas educacionais terão de enfrentar as novas demandas daí decorrentes, e então será essencial conhecer as expectativas e necessidades dos estudantes e professores, conceber cursos, estratégias e metodologias que os integrem efetivamente.

A compra de um laptop não vai mudar as práticas pedagógicas nas escolas. A falta de formação continuada do professor altera o caminho proposto pelo projeto, pois em meio a constantes transformações, estamos em busca de integrar o aluno nessa nova modalidade de complemento de ensino, buscar a harmonia com seu aparato utilizado, o computador, além de mostrar que ele é capaz de desenvolver sua autogestão e complementar seus estudos, o papel do professor ou mediador é essencial e nunca será substituído, por isso ele tem de estar preparado para este novo desafio.

Além disso, o laptop de “100 dólares” vai custar 175 dólares na realidade, sem contar os gastos de manutenção, disponibilidades técnicas, etc. Como já disse anteriormente, o projeto de longe parece brilhante, mas tem que ser muito bem estudado para que possa ser implementado com sucesso.

Enfim, o projeto tem a possibilidade de ser algo único que introduzirá o aluno no universo cibernético, um dos principais espaços de trocas de conhecimento atualmente. Incluir os alunos nesse ambiente é dar oportunidade de envolvê-los em uma nova cultura, propiciando assim, a participação destes em diversas áreas e serviços da sociedade.

Autores: Anita Akemi e Victor Romano
Fonte: " 'Um Laptop por Criança': o que esse projeto implica? " de Raquel de Moraes, para ler o texto acesse o link.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Algumas reflexões sobre a eficácia de laptops em sala de aula

Ao ler a matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, em 06 de maio de 2007, cujo o título é “Escolas questionam eficácia de laptops” (exclusivo para assinantes da Folha de São Paulo), fica visível que até hoje há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão preparados para a mudança, outros não.

Professores por encarar com desconfiança e resistência a introdução de inovações tecnológicas em suas práticas, em geral reagem negativamente à mudança, eles não estão habituados a partilhar suas responsabilidades e metodologias com outros colegas e ainda menos com profissionais de outras áreas. Para superar este obstáculo, o professor terá de sair da solidão acadêmica e aprender a trabalhar em equipe, onde a comunicação interpessoal é importante, ele precisará se entrosar mais com o aluno para ajudá-lo a traçar caminhos para que o laptop não seja mais uma mera distração sem construir conhecimentos educacionais.

O professor é essencial em todos os níveis do processo educativo. É ele quem vai mediar as informações entre a máquina, o material e seu aprendiz, também deve ser capaz de acompanhar e orientar todas as fases da produção de uma unidade de curso, o que traz uma nova dimensão ao seu exercício profissional, pois o professor, tradicionalmente, não elabora materiais didáticos.

O papel do professor merece destaque nos contextos educacionais, conforme defendem educadores renomados tais como Paulo Freire (1997), quando afirma: “Autonomia é a capacidade e a liberdade do aprendiz de construir e reconstruir o que lhe é ensinado”. Freire não ignora a importância do professor, cujo papel, em sua visão, não é o de transmitir conhecimento, mas o de criar possibilidades para que os alunos produzam ou construam seu próprio conhecimento.

A presença dos laptops permite também a divulgação de novas modalidades de uso do computador na educação como ferramenta no auxílio de resolução de problemas, na produção de textos e controle de processos em tempo real. O computador passou a assumir um papel fundamental de complementação, de aperfeiçoamento e de possível mudança na qualidade da educação.

A mera existência e uso de qualquer avanço tecnológico por si só tem pouca relevância em um processo de mudança em educação que, como ponderei anteriormente, é um processo complexo pelos motivos de desigualdades, mas com força de vontade e ferramentas corretas conseguiremos atingir nossos objetivos apesar dos obstáculos.

Autor(a): Anita Akemi Tadano Viana (membro da Equipe Mov.E).